O Dia Mundial do Banheiro (World Toilet Day), celebrado em 19 de novembro, chama atenção para a falta de acesso ao saneamento básico, um desafio que ainda afeta milhões de brasileiros. Instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data reforça que, em um cenário de mudanças climáticas, o colapso dos sistemas de saneamento pode ampliar desigualdades e riscos à saúde pública.
Segundo o Censo 2022, 1,37 milhão de domicílios ainda não possuem banheiro, o que representa 4,5 milhões de pessoas vivendo sem esse item básico de dignidade. A situação é ainda mais grave nas áreas rurais, onde 78% dos domicílios não contam com instalações sanitárias adequadas.
A infância é um dos grupos mais afetados por essa realidade. Dados do Unicef indicam que 19,6 milhões de crianças e adolescentes não têm acesso adequado ao esgotamento sanitário, enquanto 458 mil estudantes frequentam escolas sem banheiro, um total de 4,9 mil unidades escolares nessa condição, segundo o Censo Escolar 2024.
O desafio, segundo o Instituto Água e Saneamento (IAS), requer abordagens regionais diferenciadas, políticas inclusivas e articulação entre governo, setor privado e sociedade civil. A informação, o engajamento comunitário e a cobrança por políticas públicas efetivas são passos essenciais para transformar esse cenário.
Mais do que um alerta, o Dia Mundial do Banheiro é um chamado à ação, por um mundo onde cada pessoa tenha acesso a saneamento digno, saúde e qualidade de vida.
Saiba mais sobre estes dados no site: Instituto Água e Saneamento

TV Água e Saneamento: assista entrevista com Paula Pollini, da área de Políticas Públicas e Planejamento Urbano do Instituto Água e Saneamento, ao programa Saneamento de A a Z (clique aqui).






