Radar ambiental

Saneamento e desigualdade no Brasil

Segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística),  o Brasil mostra excelência no saneamento na região Sudeste, com índices iguais  aos países mais desenvolvidos, como Holanda e Irlanda (acima de 90%). Enquanto na região Norte, os números se aproximam aos de países deficientes no setor econômico, como Bangladesh e Ruanda (entre 50 e 60% de atendimento).

Fonte: ISTO É

Indígenas e saneamento no MS

O IBGE divulgou por meio do Censo 2022, que cerca de 27 mil indígenas não têm acesso ao saneamento básico no estado do Mato Grosso do Sul. Os dados mostram que 25.681 indígenas utilizam sanitários ou buracos para dejeções, enquanto outros 1.395 não têm nem sanitário. Cerca de 12.541 indígena só têm banheiro comunitário a mais de uma casa.

Fonte Midia Max UOL

Doenças de veiculação hídrica

No ano de 2020, o Brasil contabilizou mais de 200 mil internações causadas por doenças  provenientes de água sem tratamento, segundo  estudo realizado pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Os dados mostram as consequências ocasionadas por água contaminada. Entre as doenças relacionadas estão cólera, leptospirose e hepatite A.

Fonte: Site Barra

Água e saneamento e ESG

O setor de água e saneamento é um dos mais avançados com relação ao desenvolvimento de projetos ESG, de acordo com dados do Sistema de Informações do Segmento Privado do Setor de Saneamento (SPRIS). 

A gestão ambiental é consolidada entre as operadoras privadas. Alguns exemplos de projetos de ESG no saneamento são: redução do índice de perda de água, geração de energia limpa, gestão sustentável de projetos, entre outros.

Portal Saneamento Básico

ONU: 15 resoluções ambientais

Durante reunião da 6ª Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA-6), que terminou em 1º de março, no Quênia, países-membros aprovaram 15 resoluções – tais como poluição atmosférica e degradação dos solos. Também comprometeram-se em alcançar este ano um tratado internacional juridicamente vinculativo para combater a poluição por plástico.

A próxima reunião (UNEA-7) será realizada dentro de dois anos sob a presidência de Omã.

Fonte: Momento MT

Saneamento: crianças e adolescentes 

Com o objetivo de colocar crianças e adolescentes no centro do orçamento público nacional, a Secretaria Nacional de Planejamento, do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), elaborou a “Agenda transversal Crianças e Adolescentes PPA 2024-27”. 

A iniciativa favorece a inclusão prioritária de de meninas e meninos no Plano Plurianual (PPA) 2024-2027 –  documento que projeta e estrutura as políticas públicas do país. São 32 milhões de meninas e meninos (63% do total) vivendo na pobreza, em diversas dimensões, entre as quais água e saneamento.

Fonte: Exame

ANA: Norma de referência sobre regulação 

A Resolução ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) nº 183/2024, que aprova a Norma de Referência (NR) nº 06/2024, entrou em vigor em 1º de março. A norma estabelece os modelos de regulação tarifária dos serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário, com o objetivo de uniformizar as diversas formas de regulação tarifária para criar uma maior segurança jurídica.

Segundo a NR em questão, a regulação tarifária tem como finalidade assegurar tanto o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos quanto a modicidade tarifária, por meio de mecanismos que gerem eficiência e eficácia na prestação destes serviços. 

Fonte: ANA

Capacidade econômico-financeira dos prestadores do saneamento

As entidades reguladoras municipais, intermunicipais e estaduais de saneamento básico deverão enviar à Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), até o dia 1º de abril, os resultados da avaliação da comprovação da capacidade econômico-financeira dos prestadores dos serviços de abastecimento de água e/ou esgotamento sanitário.

A metodologia para comprovação da capacidade econômico-financeira por parte dos prestadores é definida no Decreto nº 11.598/2023, que regulamenta a obrigação prevista pela Lei nº 11.445/2007, na qual constam as diretrizes nacionais para o saneamento básico. A capacidade econômico-financeira é analisada pelas entidades reguladoras e considera os recursos próprios ou por contração de dívida que as prestadoras dos serviços de água e esgoto apresentaram para cumprirem as metas de universalização do abastecimento, conforme o novo marco legal do saneamento, que é de atendimento de 99% dos brasileiros com abastecimento de água e 90% da população com esgotamento sanitário até 31 de dezembro de 2033.


Fonte: ANA

IBGE e o saneamento

Segundo dados divulgados pelo IBGE na sexta, 23 de fevereiro, 69% da população preta e parda, ou seja, cerca de 33,6 milhões de pessoas, não têm acesso ao saneamento.

Quando os dados são segmentados por cor, pessoas brancas e amarelas tiveram as maiores proporções de conexão de redes de serviços de saneamento básico e maior índice de presença de instalações sanitárias.

Fonte: Veja

Oficina de ações prioritárias para a Amazônia

Nos dias 27 e 28 de fevereiro, profissionais renomados da área de recursos hídricos estão reunidos para identificar as ações prioritárias de implementação do Programa de Ações Estratégicas (PAE) na Amazônia brasileira, em Brasília. O objetivo é promover a gestão integrada das águas transfronteiriças pelos oito países que fazem parte da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA): Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Guiana, Suriname e Venezuela.  

Fonte: Governo Federal

Financiamento para a COP 30 

A 30ª Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas (COP 30), que será realizada em Belém, no Pará, em 2025, deverá destacar em sua discussão o financiamento climático para países em desenvolvimento e participação social. Quem informa é a diretora da Fundação Europeia do Clima, Laurence Tubiana, que está no Brasil para participar de eventos do setor.

Fonte: Um Só Planeta

Desmatamento na Amazônia 

Nesta terça-feira, 27, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva,  afirmou em encontro com a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, seu compromisso em acabar com o desmatamento no Brasil. Marina também pediu aos empresários presentes em evento da Amcham Brasil a participação do setor privado nos investimentos necessários ao enfrentamento das mudanças climáticas. Segundo ela, o desenvolvimento tecnológico permite ao Brasil aumentar sua produtividade e produção sem a necessidade de desmatar e o país vem criando mecanismos para preservar a floresta e mobilizar investimentos públicos e privados.

Fonte: Exame

71% dos brasileiros acreditam que eventos climáticos estão mais intensos e frequentes

Dados da pesquisa “Natureza e Cidades: a relação dos brasileiros com a mudança climática” mostram que oito em cada dez brasileiros estão preocupados com a mudança do clima. E 71% dos entrevistados percebem que, com o passar do tempo, os eventos climáticos extremos estão ficando cada vez mais frequentes e intensos.

O estudo inédito trata da percepção da população brasileira sobre as mudanças climáticas e foi realizado pela Fundação Grupo Boticário, com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil; da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente (Anamma); e da Aliança Bioconexão Urbana.

Fonte Agência Brasil

O Brasil e as mudanças climáticas

De acordo com relatório doInstituto Talanoa, que fez um levantamento de todas as políticas climáticas, nacionais e setoriais, o Brasil ainda não irá cumprir com os compromissos climáticos apresentados sob o Acordo de Paris.

O estudo apontou 17 avanços firmes, oito avanços iniciais, 15 áreas sem progresso e uma área com retrocesso no que se refere a políticas públicas e mudança do clima no Brasil em 2023. O controle do desmatamento na Amazônia e a criação do mercado regulado de carbono são as áreas mais promissoras em termos de redução de emissões.

Fonte: Envolverde

Brasil tem 23 milhões de brasileiros sem coleta de esgoto 

O Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e o Governo de Alagoas vão criar propostas para um parque urbano a ser construído em um conjunto habitacional de Maceió com participação de 40 jovens, entre 15 e 18 anos.

A cooperação entre as instituições faz parte do Visão Alagoas 2030 e tem o objetivo de produzir dados qualificados e soluções integradas para a prosperidade urbana, sustentável e inclusiva do estado.

Fonte ONU Brasil

Consulado dos EUA realiza evento sobre tratamento de água e esgoto em Indianápolis com desconto para brasileiros 

O Consulado dos EUA em São Paulo e o Serviço Comercial dos Estados Unidos estão convidando profissionais brasileiros para participar do Water & Wastewater Equipment, Treatment & Transport Show (WWETT), que acontecerá na cidade de Indianápolis, Indiana, entre 24 e 27 de janeiro de 2024. O evento será realizado no Indiana Convention Center – Indianapolis, IN. Para mais informações, acesse aqui.

O WWETT é o maior evento de negócios anual focado nos profissionais que atuam na área de água, esgoto e serviços ambientais para os setores comercial, industrial e municipal. O evento oferece um programa educacional de altíssima qualidade e demonstrações ao vivo de novas tecnologias, oportunidades de networking, visitas técnicas e um espaço de exposições com as últimas novidades e tecnologias do mundo todo. Em 2023, o evento teve mais de 12 mil participantes de 46 países diferentes. 

Grande Reserva Mata Atlântica

De acordo com participantes October Big Day, a Grande Reserva Mata Atlântica no estado de São Paulo é o segundo melhor território para a observação de aves no Brasil. O evento foi realizado no Legado das Águas, maior reserva privada de Mata Atlântica do país, localizada no Vale do Ribeira, e registrou 242 espécies de aves em apenas 17 horas, garantindo a posição no ranking.

October Big Day tem um dos objetivos mostrar a diversidade de espécies encontrada na reserva. E o Legado das Águas representa 40% da avifauna de todo o estado de São Paulo. A Grande Reserva Mata Atlântica abrange São Paulo, Paraná e Santa Catarina e, em toda sua extensão, a observação de aves é uma grande oportunidade de turismo de natureza.

Fonte: Conexão Planeta

COP 28: luta coletiva contra a crise climática

A 28ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 28) vai acontecer entre os dias 30 de novembro e 12 de dezembro nos Emirados Árabes Unidos. E antes do evento foi realizada uma reunião preparatória ministerial, ou Pré-COP, na qual a vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina J. Mohammed, ressaltou que a próxima Cúpula Climática da ONU foi convocada em um momento crítico na luta contra a crise climática.

A COP 28 será o último evento facilitado pela ONU no decorrer do ano para permitir que os países e outras partes interessadas vejam se estão – ou não – progredindo para atingir as metas do Acordo de Paris de 2015. 

Fonte: Nações Unidas Brasil 

Recifes de corais: bilhões ao país em serviços de proteção costeira

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza realizou um estudo para calcular o valor dos serviços ecossistêmicos oferecidos pelos recifes de corais e o resultado foi que geram até R$ 167 bilhões ao Brasil em serviços de proteção costeira e turismo.

Essa pesquisa é a primeira nessa escala no país e avaliou também o impacto econômico do turismo em destinos com recifes de corais no Nordeste, que revelou que as receitas com atividades de lazer e recreação chegam a R$ 7 bilhões por ano. Esses ecossistemas ajudam a proteger as comunidades costeiras de tempestades, ressacas e erosões causadas pelas ondas do mar.

Fonte: Envolverde 

Embalagens biodegradáveis 

Estudo recente mostrou que a maioria dos plásticos usados em supermercados que dizem ser ecológicos e biodegradáveis, na verdade não são, o que agrava a poluição. Pesquisadores da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) visitaram 40 estabelecimentos e encontraram 49 produtos diferentes, incluindo sacolas, copos, pratos, talheres e utensílios de cozinha.

A pesquisa revelou que esses produtos eram 125% mais caros do que produtos feitos de plásticos convencionais, mas nenhum deles atendia aos requisitos mínimos para serem considerados verdadeiramente biodegradáveis.

Fonte: Pensamento Verde